Tudo acontecia com essa moça!
(escrito por Kaplan)
Para escrever este longo conto, tive de usar minha memória, a memória de um determinado personagem que vai aparecer logo no inicio e também as anotações no diário da Meg.
Tudo começou numa tarde de sol, em que estávamos no nosso clube e após as tradicionais peladas, petecadas e vôleis, todo mundo sentado em volta de uma mesa, tomando cerveja, comendo petiscos, antes de ir embora para suas casas.
Eis que um dos nossos amigos, também fotógrafo, se mostrava muito aborrecido. Claro que perguntamos e ele explicou que estava trabalhando para algumas agências de moda e elas pagavam mal demais!
- Não falo só por mim, porque a quantidade de trabalhos compensa o pouco, mas fico até com vergonha de como eles remuneram as modelos e os modelos também. Tem dia que só dão um lanche como pagamento! E como a maioria está iniciando, aceitam tudo, na esperança de virarem grandes estrelas.
É assim na sessão de fotos, é assim nos desfiles... uma vergonha!
Meg ficou interessada nele. Mais nele do que no que ele falava... Claro, nós tínhamos boa renda, não seria por isso que ela recusaria um trabalho.
- Roberval (era o nome dele, esqueci de falar), se não for muito complicado e você achar que levo jeito, posso te ajudar nessa.
- Jura, Meg? O valor não te assusta?
- É só mais um trocado que vou colocar no cofrinho! Se quiser, tô a semana toda livre.
- Nossa... aceito... com vergonha, mas aceito. Vamos marcar então. Te explico tudo depois.
E assim, na segunda feira, ela foi até a casa dele, que era, na realidade, um Studio completo. Ele montou a casa para atender a tudo que precisava. Quarto, sala, cozinha, banheiro, quintal... tudo planejado.
Enquanto ele explicava o que iriam fazer, uma mocinha chegou com as roupas. Ela ficaria ali o tempo todo, para guardar as usadas, ajudar a Meg no vestir... chamava-se Bruna.
E começaram as fotos.
Essas duas são apenas dois exemplos, porque ele tirou 3 filmes de 36 poses naquela manhã. E havia ainda a parte da tarde. Eles iriam almoçar, a Bruna levaria as roupas e traria novas.
Quando ela chegou em casa, me confessou que o trabalho era legal, mas que o Roberval não era muito criativo. Ele ficava sempre dentro de um mesmo padrão de poses.
Como ela sempre foi muito detalhista, acabou dando algumas ideias.
- Rob... você sabe que também sou fotógrafa. Se me permite, gostaria de sugerir algumas poses diferentes, talvez mais sensuais, acho que as mulheres gostariam de ver algo assim.
Ele concordou e ela praticamente começou a dirigir as fotos que ele tirava dela.
E o resultado ficou bem interessante, como se pode ver aqui:
Ele disse que tinha gostado, e que iria revelar naquela noite e levar na agência na terça. Disse que o pessoal poderia não gostar das novidades, mas também havia a chance de gostarem. Ele iria defender essa ideia.
Bem, nós fizemos um lanche, com ela contando tudo, depois ela tomou um banho e fomos dormir.
A terça de manhã foi um suplício. Ele não dava notícia!
Logo depois do almoço o telefone tocou. Ela estava de lingerie, se aprontando para sair. Voou até o aparelho. Era ele.
- Meg, o pessoal adorou!
- Ah... que legal!
- E querem mais fotos, com novas roupas. Pode ser amanhã?
- Claro... estarei lá!
Amanhã acompanharemos as novidades!







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