Ela teve de dar duro nele!
(escrito por Meg)
- Por todos os santos do universo... detesto
homens indecisos! Especialmente no campo sexual. Fico fula da vida, perco a
esportiva, chego a ser grossa. Me arrependo depois, mas na hora em que acontece
viro uma onça.
Estou contando isso porque alguns
dias atrás me aconteceu.
Como sou uma vagabunda, no
sentido de que não tenho um trabalho fixo, com carteira assinada e etc, apenas
ajudo Kaplan nas fotos e isso é mais diversão do que emprego; como estou sempre
livre e tenho dezenas de amigos e amigas que possuem empresas ou escritórios e
que sempre apelam pra mim quando as secretárias precisam entrar em férias.
Acho o maior barato e graças a
isso já fiquei conhecendo as rotinas de advogados, engenheiros, escritores,
arquitetos. Ser secretária também é cultura!
E muitas vezes esses períodos de
ser secretária de ocasião me proporcionaram deliciosos momentos. Não com todos,
mas com vários desses patrões, tive transas homéricas!
E foi exatamente isso. Fui trabalhar com o Ezequiel, que era consultor de várias empresas. Mas no escritório dele só ficávamos nós dois. Ele nunca recebia seus clientes lá, ele ia até onde eles estavam. Em suma, das 8 horas de trabalho eu só o via umas três. Não todos os dias. Mas na maioria era assim.
E nas horas e dias que ficávamos
só os dois preenchendo papeis e organogramas, havia sempre bons minutos para
conversarmos de assuntos que não eram os do ofício dele. Falávamos de coisas
mais íntimas, ele conhecia o Kaplan.
E acabou acontecendo o
inevitável. Fiquei com vontade dele. Mas nas conversas isso nunca era dito ou
insinuado.
Então comecei a “melhorar” as
roupas com que ia trabalhar. Como mais ninguém entrava no escritório, eu podia
usar roupas mais sensuais. Quem sabe assim eu despertaria o moço?
O tempo foi passando, o período
de meu trabalho ia terminar e eu já estava subindo pelas paredes de tanta
vontade. E o danado.... nem dava dicas da possibilidade.
Apelei.
Num dia lá, peguei um vestido
hiper transparente e coloquei na bolsa.
Não iria sair na rua com ele,
imagina!
Chegando ao escritório, ele não
estava, ainda não tinha chegado, mas eu sabia que ele não iria demorar.
Então, coloquei o vestido e
sentei, meio deitada no sofá, de frente pra porta que ele iria abrir quando
chegasse.
Tremi de emoção quando ouvi o
barulho da chave.
Ele entrou, me deu bom dia,
sentou-se à mesa abriu o computador.
Ah... foi aí que eu explodi.
- Ezequiel, não estou
acreditando. Você não viu que estou quase nua, te esperando? Ainda não entendeu
nada dos meus sentimentos em relação a você?
- Meg, não me leve a mal se
despertei algo em você. Mas eu jamais faria isso ao Kaplan.
- O que?Mas não é com ele que
você tem de fazer, é comigo!
- Não, mas não posso me
relacionar com a mulher de um amigo.
- Você está me recusando? Nunca
fui tão humilhada, me sinto totalmente desprezada. Lamento, hoje foi o último
dia meu aqui.
Levantei, quase chorando pela
humilhação, tirei o vestido e coloquei a roupa normal. Saí batendo a porta. Fui
pra casa e quase bati o carro.
Fiquei remoendo o episódio o dia
inteiro. Contei pro Kaplan. Ele já sabia que eu estava interessada no Ezequiel.
Ficou abismado. Acho que era a primeira vez que ele ficava sabendo que um homem
desejado por mim, me ignorava.
No dia seguinte voltei ao
escritório. Ele já estava lá.
- Desculpe o que aconteceu ontem, Ezequiel. Vim terminar o trabalho. Faltam só dois dias para sua secretária retornar, não quero deixar nada pra ela.
- Meg, você entendeu por que m
recusei?
- Entendi, mas ninguém no mundo
entenderia. Nem o Kaplan entendeu.
- Você contou a ele? Ele está
sabendo que você queria transar comigo?
- Ele sempre soube, Ezequiel. Mas
o assunto está encerrado. Deixa eu terminar estes relatórios que você precisa.
O resto do dia foi um silêncio
pesado.
Final do expediente, dei boa
noite e fui embora. Não tinha terminado tudo, teria de voltar no dia seguinte.
Aí tive a surpresa. Abri a porta
e lá estava ele, pelado, sentado no sofá.
Comecei a rir.
Ele me falou que sempre me
desejara, mas não queria atrapalhar meu casamento. Já que o Kaplan sabia... ali
estava ele para me pedir desculpas.
Valeu a pena!





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