terça-feira, 10 de março de 2026

O patrão não queria comer...

 Ela teve de dar duro nele!

(escrito por Meg)          

 

 

 - Por todos os santos do universo... detesto homens indecisos! Especialmente no campo sexual. Fico fula da vida, perco a esportiva, chego a ser grossa. Me arrependo depois, mas na hora em que acontece viro uma onça.

Estou contando isso porque alguns dias atrás me aconteceu.

Como sou uma vagabunda, no sentido de que não tenho um trabalho fixo, com carteira assinada e etc, apenas ajudo Kaplan nas fotos e isso é mais diversão do que emprego; como estou sempre livre e tenho dezenas de amigos e amigas que possuem empresas ou escritórios e que sempre apelam pra mim quando as secretárias precisam entrar em férias.

Acho o maior barato e graças a isso já fiquei conhecendo as rotinas de advogados, engenheiros, escritores, arquitetos. Ser secretária também é cultura!

E muitas vezes esses períodos de ser secretária de ocasião me proporcionaram deliciosos momentos. Não com todos, mas com vários desses patrões, tive transas homéricas!


E foi exatamente isso. Fui trabalhar com o Ezequiel, que era consultor de várias empresas. Mas no escritório dele só ficávamos nós dois. Ele nunca recebia seus clientes lá, ele ia até onde eles estavam. Em suma, das 8 horas de trabalho eu só o via umas três. Não todos os dias. Mas na maioria era assim.

E nas horas e dias que ficávamos só os dois preenchendo papeis e organogramas, havia sempre bons minutos para conversarmos de assuntos que não eram os do ofício dele. Falávamos de coisas mais íntimas, ele conhecia o Kaplan.

E acabou acontecendo o inevitável. Fiquei com vontade dele. Mas nas conversas isso nunca era dito ou insinuado.

Então comecei a “melhorar” as roupas com que ia trabalhar. Como mais ninguém entrava no escritório, eu podia usar roupas mais sensuais. Quem sabe assim eu despertaria o moço?

Mas nada. Algumas vezes eu observava que ele me olhava, especialmente quando eu dava uns lances de calcinha ou de seios. Aproveitava os momentos de descontração, sentava na mesa e ele só não veria se fosse cego...


O tempo foi passando, o período de meu trabalho ia terminar e eu já estava subindo pelas paredes de tanta vontade. E o danado.... nem dava dicas da possibilidade.

Apelei.

Num dia lá, peguei um vestido hiper transparente e coloquei na bolsa.

Não iria sair na rua com ele, imagina!

Chegando ao escritório, ele não estava, ainda não tinha chegado, mas eu sabia que ele não iria demorar.

Então, coloquei o vestido e sentei, meio deitada no sofá, de frente pra porta que ele iria abrir quando chegasse. 





Tremi de emoção quando ouvi o barulho da chave.

Ele entrou, me deu bom dia, sentou-se à mesa  abriu o computador.

Ah... foi aí que eu explodi.

- Ezequiel, não estou acreditando. Você não viu que estou quase nua, te esperando? Ainda não entendeu nada dos meus sentimentos em relação a você?

- Meg, não me leve a mal se despertei algo em você. Mas eu jamais faria isso ao Kaplan.

- O que?Mas não é com ele que você tem de fazer, é comigo!

- Não, mas não posso me relacionar com a mulher de um amigo.

- Você está me recusando? Nunca fui tão humilhada, me sinto totalmente desprezada. Lamento, hoje foi o último dia meu aqui.

Levantei, quase chorando pela humilhação, tirei o vestido e coloquei a roupa normal. Saí batendo a porta. Fui pra casa e quase bati o carro.

Fiquei remoendo o episódio o dia inteiro. Contei pro Kaplan. Ele já sabia que eu estava interessada no Ezequiel. Ficou abismado. Acho que era a primeira vez que ele ficava sabendo que um homem desejado por mim, me ignorava.

No dia seguinte voltei ao escritório. Ele já estava lá. 

- Desculpe o que aconteceu ontem, Ezequiel. Vim terminar o trabalho. Faltam só dois dias para sua secretária retornar, não quero deixar nada pra ela.

- Meg, você entendeu por que m recusei?

- Entendi, mas ninguém no mundo entenderia. Nem o Kaplan entendeu.

- Você contou a ele? Ele está sabendo que você queria transar comigo?

- Ele sempre soube, Ezequiel. Mas o assunto está encerrado. Deixa eu terminar estes relatórios que você precisa.

O resto do dia foi um silêncio pesado.

Final do expediente, dei boa noite e fui embora. Não tinha terminado tudo, teria de voltar no dia seguinte.

Aí tive a surpresa. Abri a porta e lá estava ele, pelado, sentado no sofá.




Comecei a rir.

Ele me falou que sempre me desejara, mas não queria atrapalhar meu casamento. Já que o Kaplan sabia... ali estava ele para me pedir desculpas.

Valeu  a pena!

 

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