Muitos se encantaram com ela
(escrito por Kaplan)
Tivemos uma pequena loja e Studio de fotografia. A loja ficava numa galeria de um edifício com uns 15 andares, tudo comercial. Ou seja, escritórios, consultórios, o diabo a quatro. Como a nossa lojinha era no andar térreo, o dia inteiro era uma multidão passando pela nossa porta. Não apenas os que trabalhavam lá, mas também os clientes, acho que esses eram até em maior número.
Houve uma época em que estávamos sem uma secretária e Meg ficava então para atender os telefonemas, agendar serviços e pegar filmes para revelar. Os coloridos a gente mandava para um laboratório, ficava mais barato. Os preto e branco eu mesmo revelava, havia um espaço para montar o laboratório, o que fiz desde que alugamos aquela loja.
Ela, pra variar, usava roupas discretas, mas provocantes. O que chamava a atenção principalmente dos rapazes.
Com o tempo, algumas pessoas que trabalhavam lá passaram a usar nossos serviços de revelação e cópia de fotos.
E viam as fotos expostas, gostavam. Uma senhora nos encomendou o álbum dos 15 anos da filha, uma moça levou o noivo e eles ficaram vendo exemplos de fotos de casamento (os nossos álbuns tinham alguns diferenciais) e lá íamos nós fotografar as bodas... fizemos até amizades com algumas pessoas. Elas saiam do trabalho, passavam lá e ficavam conversando sobre fotografias.
E quando
comecei a dar cursos básicos de fotografia, muitas pessoas que trabalhavam no
edifício se interessaram e formei várias turmas. Várias porque não queria saber
de turmas grandes. 5, 6 anos eram o máximo de cada vez.
Por
ocasião do terceiro curso que ofereci, um rapaz chamado Otávio, que estava
sempre por lá,batendo papo, levando filmes pra revelar... nos disse que
gostaria de estar presente. Claro que aceitamos, e assim que o grupo esteve
completo, Meg avisou a ele os horários e dias em que o curso seria dado.
Geralmente após o expediente comercial, já que seria impossível em horário de
trabalho.
O curso tinha
algumas aulas teóricas sobre iluminação (natural e flash), composição, tipos de
filmes, enfim... tudo que alguém interessado precisa saber.
E tinha as
aulas práticas.
Levava os
alunos e as alunas num domingo em Ouro Preto e lá fazíamos muitas fotos, geralmente
coloridas.
E
finalmente, havia as fotos em preto e branco feitas no Studio. O que eles
teriam aprendido nas aulas colocariam em prática, principalmente a questão da
iluminação, a direção de modelos.
Na viagem
a Ouro Preto, o Otávio começou a colocar as manguinhas de fora... só tirava
retratos da Meg, que nem estava produzida para ser fotografada. Mas ele tirava
assim mesmo.
Comecei a
ficar desconfiado... então, na volta, deixei ela sentada num dos bancos da
frente do ônibus e fui conversar com a turma do fundo do ônibus. Logo vi que o
Otávio sentou ao lado dela e conversavam sorridentes.
Quando
chegamos em casa, levantei a questão.
- Você tá
interessada nele?
- Deu pra
notar?
- Sim,
deu.
- Ele tem
um poder de sedução muito grande... vamos ver que bicho que dá.
A fúria
com que ela trepou comigo logo depois,
me fez adivinhar!
Bem, a
viagem foi no domingo, as fotos, como eu disse, foram feitas com filmes
coloridos,m mandei pro laboratório e na quarta feira eles começaram a aparecer
para ouvir meus comentários e críticas ao que fizeram. No geral estavam boas.
Alguns pequenos erros de composição que eu diagramei para eles não esquecerem.
Nunca
colocar a pessoa no centro. Sempre num dos terços.
Aí marquei
com eles as fotos no Studio, que seria a última aula.
De
noite, a Meg veio conversar comigo.
-
Seguinte... o Otávio me perguntou se eu iria ficar nua ou seminua nas fotos de
Studio. Eu fingi que fiquei sem graça e falei que ia pensar no assunto.
- Ué...
mas você já fez isso...
- Eu
sei... mas to querendo ser diferente com ele, e preciso da sua ajuda.
- Diga.
- Eu vou
posar vestida, no Maximo vou dar uns lancezinhos de seios. Depois que você der as instruções pro grupo,
você chama o Otávio pra te ajudar a
levar alguma coisa lá pro andar de baixo. E aí, você fala que eu te contei o
que ele perguntou e você vai dizer que geralmente eu fico muito constrangida
posando para um grupo de pessoas. Por isso que não estaria,naquele momento,
posando nua. Mas que eu não me incomodo de posar nua para um fotografo ou uma
fotógrafa, só que tem de ser um só. E que, se ele quiser, eu poso pra ele. Mas
sem mais ninguém saber.
- Meg e
suas maluquices... está bem, verei o que posso fazer.
Na noite
da aula de Studio, ela levou algumas roupas que foi trocando na medida em que
os alunos iam fotografando-a.
Depois de
algumas poses, chamei o Otávio para me ajudar a levar alguns equipamentos para
o andar de baixo e aí falei como ela tinha pedido.
Mostrei a
ele alguns exemplos.
Ele não
conseguiu evitar de elogiar a bunda da Meg.
- Me
desculpe, Kaplan... acho que não devia ter falado isso.
- Não tem
problema, Otavio. Como te falei, estamos falando de arte, não de pornografia.
Então,
voltemos ao Studio. Depois que todos forem embora, você fica e marca com ela
outro dia, porque hoje ficaria muito tarde.
Foi o que
fizemos. A turma foi se despedindo, eu desci para fechar a porta da loja e
quando eles desceram, ela me disse que iriam fotografar no dia seguinte, à noite.
-
Perfeito. Eu tenho um casamento pra fazer. Você sabe como costuma ser demorado.
Então, você fecha a loja, vocês tiram as fotos e depois você pode ir pra casa.
A gente se encontra lá.
A trepada
daquela noite foi fantástica, também. Ela sempre ficava com um grau de
excitação muito grande com a perspectiva de uma transa nova.
E na noite
seguinte fizeram as fotos.
Como era
filme preto e branco, na manhã seguinte fui revelar e ela foi me contando como
tinha sido.
- Aqui... a primeira foi essa, eu levei esse vestidinho transparente e fui tirando aos poucos até ficar toda nua.
O pau dele
não negava... ele estava muito excitado de estar comigo ali, sem você por
perto.
Eu fui
dirigindo, porque ele estava nervoso e não se recordava do que você tinha falado
sobre iluminação.
- Essa
aqui ficou excelente!
Conversamos
muito, eu pelada...
Ele me
agradeceu a confiança de posar nua. Eu disse que ele mereceu, pelas conversas
que tivemos antes, eu senti que ele era honesto e eu podia confiar plenamente nele.
Quando
levantamos para ir embora, eu meio frustrada, falei que tinha gostado do jeito
dele e que poderíamos fazer mais fotos. Quem sabe ele teria uma casa de campo,
um local cheio de flores, com piscina...
Ele me
disse que infelizmente não tinha nada daquilo. Mas que iria pensar em algum
lugar interessante. Eu disse que também pensaria, mas eu já sabia onde. Naquela cachoeira dos Macacos, onde já
fizemos belas fotos.
Assim,
quando, depois de alguns dias ele veio me contar que não conseguira local algum,
eu sugeri a cachoeira. Ele gostou mas ficou curioso, perguntando se lá não
iriam outras pessoas.
Eu disse
que era difícil. Era bem deserta.
Então
combinamos de, no sábado irmos lá.
Ele me
pegou de carro em casa e saímos.
Só que no
meio do caminho caiu uma tempestade, dessas que dão até medo.
- Não vai
dar, Otávio... com chuva é impossivel.
- Que
pena... vai ser difícil achar outro lugar.
Me ocorreu
na hora, vendo o local onde estávamos. Era na rodovia, justo naquele trecho em
que tem uma meia dúzia de motéis.
Falei:
- Olha,
por mim tudo bem. Podemos fotografar num desses motéis, conheço um que é cheio
de espelhos, cama redonda... lindo demais!
- Mas o
que o Kaplan vai dizer?
- Nada...
tem problema não!
Então eles
entraram no Chalet.
Ele
conhecia também.
E fizeram
várias fotos lá.
Quando
terminaram o filme, ele disse que iria tomar um banho, estava suando.
Ela não
disse nada, mas quando escutou o chuveiro sendo aberto... já estava pelada,
entrou lá.
Ele se
assustou, mas ela disse que estava muito a fim.
E no boxe
foi a primeira trepada.
As outras
duas foram na cama mesmo, afinal, por que iriam desprezar um local tão
acolhedor?
Aquele
motel se tornou um lugar muito procurado pelos dois nos meses seguintes. Nem
precisavam mais tirar fotos!































