Esse foi um dos primeiros, mas traçou
direitinho!
(escrito por Kaplan)
Sim,
como vocês já sabem, vizinhos sempre existiram em nossa vida. Não importa em
que edifício a gente morava, sempre tinha um, ou vários que gostavam muito de
frequentar nosso apartamento.
O que
vou contar hoje é interessante, por ter sido o primeiro de todos.
Quando
nos mudamos da nossa casinha inicial e fomos, pela primeira vez, morar num
edifício de apartamentos,é que a coisa aconteceu.
Compreende-se,
não estávamos habituados à rotina de conviver com muita gente.
E o
apartamento para o qual mudamos andava precisando de uns consertos, que os
moradores de primeira viagem só descobriram quando já tínhamos feito a mudança.
Ainda
meio atarefados e atarantados, num dos primeiros dias, quando estávamos no
elevador (íamos morar no 806) , ficamos conhecendo o senhor Olívio, que residia
no 405.
Ele nos
olhou e começou a conversar. Era mais velho, devia ter 50 e poucos anos, quase
o dobro de nossas idades.
- Vocês
são o casal que se mudou agora, não é?
- Sim –
respondi – e a Meg ficou só ouvindo.
- Pois
meu nome é Olívio, moro aqui no 405 e o que precisarem podem vir me falar, sou
viúvo, sei como é complicado mudar. Fico em casa praticamente os dias todos e
estou à disposição.
- Não
queremos abusar...
- Não
vão, pelo contrário, vão me arrumar coisas pra fazer, vou adorar ajudá-los!
Ele
desceu, nós continuamos e Meg comentou que parecia ser uma boa pessoa.
Concordei. Ele inspirava confiança.
No dia
seguinte, quando eu já me preparava para sair, ela me perguntou se eu poderia
passar no 405 e perguntar pro seu Olívio se ele conseguia destravar a cama, que
tinha feito ruídos demais naquela noite. Acho que eu não tinha armado ela
direito.
Dali a
pouco batem a campainha. Era o seu Olívio que veio para tentar resolver o
problema da cama. Ela estava só com um vestido curtinho, e pra variar, sem
sutiã e sem calcinha. Mas ele não ficou olhando. Foram diretos para o quarto,
ela o ajudou a tirar o colchão e ele examinou as peças.
- Vou
ter de desarmar e armar de novo. Tudo bem?
- Tá,
fique à vontade, eu vou passar uma vassoura na casa.
Deixou
ele lá, e se surpreendeu, não demorou nem 15 minutos para ele a chamar.
- Acho
que tá resolvido. Pode deitar e ver se continua o barulho.
Deitou
e acho que deu um lance de bunda... ele tossiu. De fato não havia mais barulho.
-
Nossa, seu Olívio. Nem sei como agradecer.
-
Precisa agradecer não. Tem mais alguma coisa que posso te ajudar? Aproveita que
estou de folga!
- Ah...
deixa eu ver...
Ficaram
conversando enquanto ela pensava, e acabou conhecendo muito da vida dele. Era
mesmo uma figura interessante. E ela acabou tendo outro tipo de interesse, e
resolveu colocar à prova o vizinho.
- Tem
sim, eu estou pensando como decorar essa parede atrás da cama.Não gosto de
paredes nuas. O que você acha que poderia colocar?
- Penso
que quadros. Uns dois ou três, dependendo do tamanho. Mas seria interessante
que os quadros tivessem um tema único, tipo marinhas, ou montanhas... vocês tem
quadros assim?
- Não,
mas temos fotos. Meu marido é fotógrafo e vive tirando fotos minhas. Deixa eu
pegar aqui em cima do armário.
E ela
pegou uma escada e foi subindo, ele ficou embaixo, segurando a escada com medo
dela cair. E aí ele viu de novo... que bunda... que xota...
Ela
pegou três quadros e os entregou. Ele colocou na cama enquanto ela descia. E
ela viu que ele estava de pau duro. E ficou mais ainda quando ela desembrulhou
os quadros... eram fotos dela, nua!
-
Nossa... que fotos maravilhosas...
-
Obrigada! E estou vendo que o seu Olívio ficou excitado...
- Como
não ficar? Primeiro, vendo ao vivo e a cores você no alto da escada, e agora
nessas fotos... não me leve a mal...
- Claro
que não levo... é um grande elogio!
Notou
que ele ficava olhando sem parar para ela.
- Estou
achando que o senhor está querendo ter uma prova de que sou eu mesma nas
fotos... acertei?
-
Bem... pode ser?
-
Claro!
E ela
tirou o vestidinho. Completamente nua na frente dele. Vendo o pau dele quase
furar a calça...
- Deixa
eu ver o senhor também...
Ele não
precisava de um convite melhor do que esse.
Despiu-se
rapidinho. Colocaram os quadros no chão, deitaram-se na cama e transaram. Uma
transa demorada, sensível, gostosa demais.
Só
depois de terem gozado é que ele se lembrou que Meg era casada.
- Seu
marido vai querer me matar se souber disso...
- Vai
não... não precisa se preocupar com ele. Ele é bem liberal.
- Não
sei... acho que abusei.
- Mas
você disse que podíamos usar e abusar de você, não disse?
- É,
mas não era isso que eu tinha pensado.
- Fica
calmo. Gostei demais de abusar de você, e vou querer abusar mais... tem tanta
coisa aqui nesse apartamento para ser consertada...
Cheguei
em casa, ela me contou tudo.
E aí me
habituei a chegar em casa e ficar sabendo que ele consertou o sifão da pia da
cozinha, que ele apertou direito os parafusos do armário, montou as cortinas da
sala, colocou um espelho no corredor, consertou o forno, a máquina de lavar,
quando a TV que eu tinha comprado chegou ele a instalou e assistiram a um filme
juntos, pelados e comendo pipoca...
Foi uma
festa geral a história dela com nosso primeiro vizinho!