Denise, a que não perdoa!
(escrito por Kaplan)
Denise
vivia encontrando os antigos colegas professores. Ela havia se aposentado e de
vez em quando, para matar a saudade, dava um pulo no colégio. Era uma festa!
Tinha um
professor lá com quem ela transou bastante enquanto ambos davam aulas. Mas ele
também tinha aposentado.
Num desses
dias em que ela esteve lá, ia sempre na hora do recreio para poder conversar e
ver os antigos amigos e amigas. Num dia desses, como estava falando, um dos
professores, o Jorge, ficou na sala porque tinha um horário vago. Os dois
ficaram conversando.
Ela estava
de saia, e quase sempre era curta.
E ganhou
um elogio.
- Denise,
suas pernas são maravilhosas!
- Nunca
tinha visto? Eu vinha sempre de saias curtas.
- Mas eu
não fixava, porque sabia de sua história com seu colega da História.
- Sabia?
Como assim? Ele contou?
- Não, não
contou, mas a gente reparava nos olhares de vocês... tava na cara que vocês
tinham um caso. Por isso nunca me manifestei, mas hoje posso fazer o elogio.
Aquilo
deixou Denise arrepiada.
- Você tem
mais aulas hoje?
- Folgo
nesse horário e depois dou aula no último.
- Está de
carro?
- Não.
- Eu
estou, vou te dar uma carona pra gente conversar melhor a respeito disso.
Ela estava
eufórica e o Jorge quase não conseguiu dar a aula direito, só pensando o que
poderia ser aquela “conversa melhor”.
Pois bem,
as aulas terminaram, ela e o Jorge foram em direção ao carro, e ela o levou
para o edifício onde mora.
- Que
lugar é esse, Denise?
- Meu
apartamento é aqui. Vamos entrar.
Entraram e
ela foi direto ao ponto.
- Jorge,
eu fiquei encantada com seu elogio. E acho que posso retribuir o elogio,
deixando você me ver por completo. Que tal?
- Acho
magnífica a sua ideia.
Ela sorriu
e tirou a roupa toda.
Ele ficou
encantado. Não eram apenas as pernas que ele considerou maravilhosas, tudo nela
era maravilhoso.
Ficou
admirando-a, quase babando.
Ela não
perdeu tempo.
- Escuta,
para de me olhar e me mostra se você também é maravilhoso...
Ele
entendeu o recado.
Ficou
pelado.
Pau duro,
claro.
Ela gostou
do que viu.
E pegou e
fez boquete.
Ele gemia.
Nem foi
preciso ir pro quarto.
O sofá...
ah! Se os sofás falassem...
Foi no
sofá mesmo que os corpos se encontraram, se possuíram.
- Foi
maravilhoso, Jorge!
- Também
achei.
- Qualquer
dia desses, eu vou lá no colégio de novo... entendeu?
Ele
sorriu. Claro que entendeu!

































